O que são memórias HBM (High Bandwidth Memory)?
Entenda como essa tecnologia revoluciona GPUs, inteligência artificial e computação de alto desempenho

Quando falamos em desempenho extremo para GPUs, data centers, inteligência artificial e aplicações científicas, não basta apenas ter um processador gráfico poderoso. A memória utilizada é um fator decisivo — e é exatamente nesse ponto que entram as memórias HBM (High Bandwidth Memory).
Essa tecnologia foi criada para resolver gargalos de largura de banda e eficiência energética, permitindo que grandes volumes de dados sejam acessados com muito mais rapidez. Neste guia, você vai entender o que é a memória HBM, como ela funciona, suas vantagens e onde ela é usada atualmente.
O que é memória HBM?
HBM (High Bandwidth Memory) é um tipo de memória RAM de altíssimo desempenho, projetada para oferecer uma largura de banda muito superior às memórias GDDR tradicionais, como GDDR6 e GDDR6X, amplamente usadas em placas de vídeo convencionais.
Ela foi desenvolvida inicialmente pela AMD em parceria com a SK Hynix e apresentada ao mercado em 2015. A grande diferença está na sua arquitetura: enquanto a GDDR fica posicionada ao redor da GPU, a HBM é empilhada verticalmente (3D) e instalada muito próxima ao chip gráfico.
Essa proximidade reduz drasticamente a distância que os dados percorrem, garantindo mais velocidade, menor latência e maior eficiência energética.
Como a memória HBM funciona?
A arquitetura da HBM é baseada em pilhas verticais de chips DRAM, que podem conter até 8 ou mais camadas (dies). Essas pilhas são conectadas à GPU por meio de um interposer de silício, que funciona como uma base intermediária de comunicação de alta velocidade.
As conexões internas utilizam TSVs (Through-Silicon Vias), que permitem a comunicação direta entre as camadas de memória, eliminando gargalos comuns em arquiteturas tradicionais.

Gerações da memória HBM
Com o avanço das demandas computacionais, a HBM evoluiu rapidamente. Cada geração trouxe melhorias significativas em largura de banda, densidade e eficiência.
HBM1 – O início da largura de banda extrema
Lançada em 2013, a HBM1 foi o primeiro grande passo além das memórias GDDR. Cada stack oferecia até 128 GB/s, com até 4 camadas de DRAM empilhadas.
Apesar da adoção limitada, foi essencial para pavimentar o caminho da tecnologia, sendo usada em GPUs como a AMD Radeon Fury X.
HBM2 – Mais desempenho e eficiência
A HBM2, lançada em 2016, elevou o patamar ao oferecer até 256 GB/s por stack, com até 8 GB de capacidade por pilha. Essa geração se tornou comum em GPUs profissionais voltadas para data centers, ciência e renderização, como as Nvidia Tesla e AMD Radeon Instinct.
HBM2E – Otimizada para IA e HPC
A HBM2E trouxe melhorias adicionais, alcançando até 460 GB/s por stack e até 16 GB por pilha. Ela é amplamente utilizada em aceleradores de inteligência artificial, como a Nvidia A100, sendo ideal para machine learning, deep learning e HPC.
HBM3 – O padrão para IA generativa
A HBM3, anunciada em 2022, representa o estado da arte da tecnologia. Cada stack pode alcançar até 819 GB/s, permitindo sistemas com mais de 1 TB/s de largura de banda total.
Presente em GPUs como Nvidia H100 e AMD MI300X, essa geração foi projetada para cargas extremamente paralelas, como modelos de linguagem (LLMs), IA generativa e simulações em larga escala.

Principais vantagens da memória HBM
As memórias HBM oferecem benefícios claros em relação às tecnologias convencionais:
- Altíssima largura de banda: soluções com HBM podem ultrapassar 1 TB/s, superando amplamente a GDDR6.
- Maior eficiência energética: menos consumo por bit transferido, ideal para data centers.
- Menor espaço físico: design compacto graças ao empilhamento vertical.
- Latência reduzida: comunicação direta com a GPU melhora a resposta em cargas intensas.
Onde a memória HBM é utilizada?
Devido ao custo elevado, a HBM é mais comum em ambientes profissionais:
- GPUs para workstations e data centers, como Nvidia A100, H100 e AMD Instinct.
- Supercomputadores e HPC, usados em pesquisa científica e simulações complexas.
- Inteligência artificial, especialmente IA generativa e deep learning.
- Gaming (casos específicos), como AMD Radeon Fury X e Vega, sem adoção em massa.
Vale a pena investir em uma GPU com HBM?
Se você trabalha com IA, renderização 3D pesada, simulações científicas ou ciência de dados, a resposta é sim. A memória HBM reduz gargalos críticos e permite que o hardware opere no máximo do seu potencial.
Essas GPUs, porém, são focadas em workstations e servidores profissionais, não no consumidor comum.
Conclusão
A memória HBM representa um dos maiores avanços na arquitetura de GPUs e sistemas de alta performance. Com largura de banda massiva, menor consumo energético e baixa latência, ela se tornou essencial para aplicações modernas de inteligência artificial, ciência de dados e computação avançada.
Para quem busca desempenho profissional sem compromissos, GPUs com HBM aliadas a uma workstation bem configurada são hoje a melhor escolha.
Confira também: O que é HPC e como funciona a computação de alto desempenho
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