Trump bloqueia acordo de chips e cita riscos à segurança nacional

Negócio envolvendo empresa americana e grupo ligado à China reacende alerta sobre tecnologia sensível e geopolítica

Trump bloqueia acordo de chips e cita riscos à segurança nacional
Ilustração de chips semicondutores com a bandeira dos Estados Unidos em destaque e símbolos de alerta de segurança (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)
  • Trump bloqueou um acordo de US$ 3 milhões envolvendo ativos de chips da Emcore.
  • A decisão cita riscos à segurança nacional e ligação da empresa compradora com a China.
  • O caso reforça o papel estratégico dos semicondutores na disputa geopolítica global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou nesta sexta-feira a aquisição de ativos da empresa americana de fotônica HieFo Corp em negócios da Emcore, companhia especializada em aeroespacial e defesa, com sede em Nova Jersey. O acordo, avaliado em cerca de US$ 3 milhões, foi barrado por preocupações relacionadas à segurança nacional e à China.

Segundo uma ordem oficial divulgada pela Casa Branca, Trump afirmou que a HieFo é controlada por um cidadão da República Popular da China. Para o governo norte-americano, a aquisição realizada em 2024 poderia permitir ações que ameaçassem interesses estratégicos dos Estados Unidos, especialmente em setores sensíveis como semicondutores e defesa.

Ordem determina desinvestimento em até 180 dias

No documento, o presidente foi direto ao afirmar que “a transação é proibida”. A ordem exige que a HieFo desinvista todos os interesses e direitos relacionados aos ativos da Emcore, independentemente de onde estejam localizados, no prazo máximo de 180 dias.

Apesar da decisão, a Casa Branca não revelou detalhes técnicos sobre os riscos identificados, nem citou o nome do cidadão chinês mencionado no texto. O caso foi analisado pelo Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), que apontou a existência de um risco à segurança nacional durante a investigação.

Emcore atua em área sensível de defesa e aeroespacial

A Emcore, que era uma empresa de capital aberto à época do acordo e posteriormente se tornou privada, informou que a HieFo adquiriu seus negócios de chips e operações de fabricação de bolachas de indiofosfato por cerca de US$ 2,92 milhões.

Esses componentes são utilizados em sistemas de comunicação, sensores e aplicações militares, o que aumenta a preocupação do governo dos EUA com possíveis transferências de tecnologia sensível para entidades ligadas à China.

Até o momento, HieFo e Emcore não se manifestaram oficialmente sobre a decisão e não publicaram comunicados em seus sites.

Fábrica de chips no centro de disputa por segurança nacional nos EUA.
Close-up de uma fábrica de semicondutores com placas de circuito e símbolos de restrição governamental (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)

Geopolítica e tecnologia cada vez mais conectadas

O bloqueio reforça uma tendência recente dos Estados Unidos de endurecer o controle sobre investimentos estrangeiros, principalmente quando envolvem empresas chinesas e setores considerados estratégicos.

A disputa tecnológica entre EUA e China tem se intensificado nos últimos anos, com chips, inteligência artificial e telecomunicações no centro das decisões políticas.

Saiba mais: A guerra dos chips entre EUA e China explicada

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