Venezuelanos recorrem a VPNs e wallets após ofensiva dos EUA no país

Aumento repentino nos downloads reflete preocupação com censura, vigilância e interrupções de internet na Venezuela

Venezuelanos recorrem a VPNs e wallets após ofensiva dos EUA no país
Pessoa usando smartphone à noite, com ícones de VPN e cadeado digital sobrepostos, simbolizando privacidade e segurança online (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)
  • O aumento nos downloads de VPNs, proxies e wallets digitais na Venezuela ocorreu após a ofensiva militar dos Estados Unidos no país, elevando o clima de instabilidade e insegurança.
  • Com bloqueios recorrentes de internet, DNS e aplicativos, a população busca alternativas para manter a comunicação segura e o acesso à informação.
  • A adoção dessas tecnologias reforça o papel da segurança digital e da privacidade online em cenários de crise política e social.

O número de downloads de aplicativos de VPN, Proxy e Wallets aumentou de forma significativa na Venezuela durante a tarde deste sábado (03). O movimento ocorreu após a invasão dos Estados Unidos ao território venezuelano, com o objetivo de prender o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Diante de um cenário marcado por instabilidade política, cortes de energia e internet, além de relatos de explosões e operações militares em Caracas, muitos venezuelanos recorreram a ferramentas digitais para proteger a comunicação, acessar informações e preservar a privacidade online.

Segundo dados das plataformas SimilarWeb e Appfigures, os aplicativos mais baixados para Android no país incluem LatLon VPN, ThetaProxy, Kontigo App, Alpha Protect VPN e Squeak Proxy. Já entre usuários de iOS, o interesse foi além das VPNs, com crescimento nos downloads de redes sociais como X e Threads, além de soluções como Proton VPN e VPN – Super Unlimited Proxy.

Censura digital e bloqueios já fazem parte da rotina

O aumento na busca por esses aplicativos não é um fenômeno isolado. A Venezuela enfrenta bloqueios recorrentes a serviços digitais há anos. No início de 2025, cerca de 40 serviços de DNS públicos — incluindo o 8.8.8.8 (Google) e o 1.1.1.1 (Cloudflare) — foram bloqueados, conforme relatado pela organização VEsinFiltro.

Além disso, VPNs e aplicativos populares como o TikTok também sofreram restrições, dificultando o acesso a conteúdos externos e a comunicação segura. Em situações como essa, o uso de VPNs e proxies se torna uma alternativa para contornar censura, criptografar dados e manter o acesso à internet.

Leia também: O que é uma VPN e como ela protege sua privacidade online

Bloqueios de internet e uso de VPNs na Venezuela durante crise política.
Mapa da Venezuela com símbolos de Wi-Fi interrompido e cadeados digitais, representando bloqueios e busca por segurança online (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)

Crise política impulsiona adoção de tecnologia

Durante a madrugada de sábado (03), moradores de Caracas relataram blecautes, cortes de internet, incêndios e sobrevoos de helicópteros militares. A operação teria sido conduzida pela Delta Force, tropa de elite do exército dos Estados Unidos, intensificando o clima de tensão no país.

Nesse contexto, o crescimento no uso de wallets digitais também chama atenção. Em períodos de instabilidade econômica e restrições bancárias, essas ferramentas costumam ser utilizadas como alternativa para armazenar valores e realizar transações fora do sistema tradicional.

Saiba mais: O que são wallets digitais e por que elas ganham força em cenários de crise

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